Fábio Bruggemann



1. Nome, idade e ocupação:
Fábio Brüggemann, 47, escritor e editor.


2. Por que você faz o que faz, qual a satisfação que te dá?
Porque não saberia fazer outra coisa. A satisfação é ser lido.


3. Onde você gostaria chegar com sua ocupação? Qual o máximo que gostaria de atingir, ainda que fosse utópico?
Eu queria ganhar um milhão de dólares fazendo o que faço. Me parece bastante utópico.


4. Que outra coisa acha que poderia fazer se não fizesse isso? Acredita na idéia de vocação (“Nasci para isto”)?
Eu queria ganhar um milhão de dólares fazendo o que faço. Me parece bastante utópico.


5. Que outra coisa você não suportaria fazer?
Qualquer tarefa repetitiva e que tenha que cumprir um horário fixo. Pensando bem, as corridas são sempre cedo, e os treinos têm hora marcada. Acabo de entender o motivo pelo qual desisti das pistas.


6. Você se preocupa com a transcendência do seu trabalho? Gostaria de alcançar a fama e a glória?
Não sei o que é transcendência. A fama não me importa, já a Glória. Tens o telefone dela?


7. Você acha que gênios existem? De onde vem sua capacidade especial?
Não sei o que é transcendência. A fama não me importa, já a Glória. Tens o telefone dela?


8. O que é a arte para você?
Difícil, já tentei todos os conceitos, e acho que nenhum serve, e todos servem. Talvez a grandeza da arte esteja no fato de ser difícil de conceituar.


9. Quem te inspira? Por quê?
Difícil, já tentei todos os conceitos, e acho que nenhum serve, e todos servem. Talvez a grandeza da arte esteja no fato de ser difícil de conceituar.


10. O que você está lendo agora? Qual o livro preferido em sua biblioteca?
Estou lendo sempre uns dez livros ao mesmo tempo, até por causa do meu trabalho, que também é ler livros. Mas o de cabeceira, agora é O texto, ou: a vida, do Moacyr Scliar. O meu preferido é uma edição fac-similar de O guardador de rebanhos, do Fernando Pessoa.


11. Como é seu processo criativo? Quanto tempo passa desenvolvendo uma ideia?
Ficção, escrevo apenas quando tenho tempo. E não tenho tido ultimamente, Mas estou sempre escrevendo na cabeça. Posso passar décadas escrevendo na cabeça até ir ao papel.


12. PC, MAC ou lápis e papel? Por quê?
Um Mac Book da Apple, porque não entendo minha letra, e porque é bem mais produtivo.


13. Blog, Fotolog, Orkut, Facebook ou Twitter? Por quê?
Blogue é ótimo, porque é extremamente democrático, não precisa de editora, e é de graça. Orkut, só porque comecei e tenho pena de apagar todos os recados.


14. Existirmos, a que será que se destina?
Perpetuar a espécie e virar semente.


15. Lo que dices y lo que piensas, es lo mismo?
Si.


16. Qual o melhor momento do dia para trabalhar? Por quê?
Quando acordo, porque as ideias estão todas frescas. E na madrugada, quando ninguém telefona e não tem tanto barulho.


17. Qual seu site preferido?
Tem tantos bons, mas nenhum preferido. Abro todos os dias o Clic RBS, pra saber das coisas da aldeia.


18. É necessário muito treinamento técnico para exercer sua profissão?
Sim. Mas basicamente tem que ler muito, e de tudo. Leio de bula de remédio, até rótulo de shampoo. E não tem placa de rua que eu não leia. Acho que é doença.


19. Você se incomoda que critiquem seu trabalho?
Depende de quem e do como fazem a crítica. Mas no geral não me incomodo. Me irrito quando alguém crítica algo que nem está escrito. E acontece muito. Todo mundo só lê o que quer.


20. Acredita nisso de “não há nada de novo sob o sol”? Você gosta de experimentar e inovar?
Sobre o humano, nada há de novo sobre o sol. Adoro experimentar e inovar, mas tenho consciência de que a experiência é sempre pessoal e intransferível. A novidade está nisso, mas no coletivo, sempre alguém já teve uma ideia melhor antes de mim.


21. Drama ou comédia?
Drama e comédia


22. Houve algum momento que que tenha se dito: “Abandono tudo, não quero mais isso pra mim”?
Sim, várias vezes. Em algumas ocasiões, levei a sério, noutras, continuo dizendo.


23. Acredita no conceito de alma, espírito, energia vinculada (ou separada) ao corpo?
Não. Tudo é uma coisa só. Não existe alma, nem espírito. Mas acho poética a ideia, apesar de não conseguir acreditar, porque não há sequer evidências disso. A mente humana produz tudo, e nomeia tudo.


24. Voce já diz “No meu tempo não era assim!” ou “Que maravilha a época em que vivemos!”?
Digo as duas coisas. Algumas coisas do “meu tempo” eram boas, outras eram ruins. Do mesmo modo que hoje existem coisas abomináveis, mas coisas também maravilhosas.

25. Os seus nervos são de aço?
Acho que sim. Mas choro até em inauguração de supermercado.


A CLÁSSICA: O que você gostaria de ouvir de Deus quando chegasse lá?
Pensou que eu não existia, heim?

Como é seu local de trabalho?


Obrigada Fábio.

Conheçam mais sobre este Senhor aqui toda semana, e aqui em vídeo.

5 comentários:

Eduardo P.L disse...

Lamento o Fábio não visitar diáriamente e antes da RBS o blog da Vanu. E depois o Varal...claro!

Anônimo disse...

Muito bom esse cara!
Um abraço,
Adriana.

Cachorro que Late disse...

adorei esse blog de perguntas! e as perguntas...e as respostas do grande fábio. fofo ele, neh!

Anônimo disse...

meu cara vc é meio estranho nao consigo ty entender responde perguntas diferentes com a mesma resposta.

Anônimo disse...

Fernando disse...
sou um assíduo leitor da tua coluna,Fábio. Continua assim,cara!